Fiz uma escultura de palavras e dedilhei cada pedaço com tintas de saber. A estante já não cabem tantos livros. Porém o saber é ínfimo. Há tanto que descobrir. É preciso combater a mediocridade em todas as suas vertentes. Não seja metade em nada, como diria Tolstoi, "Não se pode ser bom pela metade". Meias palavras, meias-verdades, meio-caminho para o fim.
Fiz a moldura daquele quadro verde, cor de olhos, cor de folhas, cor de árvores. No quadro desenhei e pintei a liberdade. Sofri para definir sua cor, mas que tarefa árdua!!! Um amigo me disse: liberdade não se pinta. Tentei dar meia-liberdade ao quadro pintando-o pela metade, mas não existe meia-liberdade, isso não é liberdade. Preferi pintá-la de todas as cores. Misturei, tranformei. Uma cor se fez, não dá para definir. Essa tal liberdade, não quer a tal moldura. A tal fugiu da minha pintura, a tal moldura prendia. Ficou tudo branco, amplo espectro. O quadro está por aqui todo branco, moldura verde, cor de maçã verde, mas a liberdade, esta travessa, está por aí feliz a saltitar.
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