sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Destino

Aqui dentro está um clima de nostalgia e lá fora a noite me espera. O ar que tem por aqui tem um cheiro bom, um cheiro de saudade. As árvores que têm na praça abrigam folhas que brisam meus cabelos. Meus olhos fotografam cada instante que vivo. Por aqui  sinto algo que me fogem as palavras. [Pausa]
Os dias estão passando.Ouço um ruído na sala.   É o tic tac que não pára. Estou atônita. A ansiedade vem como uma faca que dilacera. Partir, dizer adeus dói em cada célula, cada molécula de meu ser. Lá, o som da canção é melancólico. A dor é constante. Cada dia, cada ano... dias de renúncia. Entre a cruz e a espada está meu peito. Lá têm janelas, portas, ruas, caminhos... Mas de lá não pertenço. Sou uma forasteira. Usarei meu telescópio cor de néon para tentar ver a distancia a qual pertenço. A inquietação me afoga. O adeus se aproxima. Deixo aqui parte, metade, tudo que sou. E lá vou.



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